Terras raras: os minerais estratégicos que podem redefinir a economia brasileira
Introdução
O avanço da tecnologia e a corrida pela energia limpa colocaram o Brasil no centro de uma disputa geopolítica global, já que o país tem a segunda maior reserva das chamadas terras raras (curiosidade: na verdade, elas não são terras e tampouco raras, como você entenderá nesta reportagem).
O que são terras raras?
O interesse mundial nas terras raras tem uma explicação: a eficiência. Esses elementos (com nomes complicados, como neodímio, praseodímio e disprósio) funcionam como as “vitaminas” da indústria tecnológica, essenciais para fabricar desde motores potentes de carros elétricos até o sistema que faz o seu celular vibrar.
Respostas para as principais questões
Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes questões:
O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo?
O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro?
Como elas aparecem no seu dia a dia e por que são basicamente insubstituíveis?
Por que o processamento desses elementos é tão caro e complexo?
Qual a diferença entre terras raras ‘leves’ e ‘pesadas’?
Qual o custo ambiental da extração?
O que faz do Brasil um território privilegiado?
Por que o Brasil ainda não aproveita todo o seu potencial?
Como funciona a ‘guerra fria’ das terras raras entre China e EUA?
O que está em jogo na conversa entre Lula e Trump e no Congresso?
O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo?
As terras raras receberam esse nome no final do século XVIII e no início do XIX. Não é exatamente uma terminologia precisa: elas não são “terras” e nem tão “raras” assim na crosta terrestre. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos da Tabela Periódica (sim, aquela que você estudou na escola).
Os 15 lantanídeos: elementos que vão do lantânio ao lutécio. Eles são “quimicamente pegajosos”: onde está um, geralmente estão todos os outros, o que torna a separação deles um dos maiores desafios da engenharia moderna.
Escândio e ítrio: costumam aparecer associados aos lantanídeos e, por isso, também recebem o rótulo de “terras raras”.
O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro?
Enquanto o ferro e o cobre são usados em grandes volumes para construção e fiação, as terras raras operam como componentes de altíssima performance.
“Podemos dizer que as terras raras são ‘vitaminas da indústria tecnológica’: usadas em pequenas quantidades, mas sem elas o desempenho de muitos sistemas cai drasticamente”, afirma Ysrael Marrero Vera, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI).
1- O magnetismo desses elementos é um dos pontos que mais impressionam os cientistas.
“O neodímio tem propriedade de magnetismo que destoa de elementos mais baratos. Uma fração muito pequena vai ter efeito igual a quilos de ferro”, explica Emiliano Castro de Oliveira, docente do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Conclusão
O Brasil destaca-se na concentração desses recursos, mas ainda não detém a tecnologia necessária para processá-los. O desafio brasileiro é deixar de ser apenas um fornecedor de matéria-prima e tornar-se uma potência tecnológica.
Entenda mais sobre as terras raras e como elas podem redefinir a economia brasileira.
Fonte: g1
Imagens: REUTERS/David Becker, Arte/g1, Acervo CETEM
Autor: Adlas Cursos Online
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