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Aula 7.1: Tubo digestório: boca, faringe e esôfago. O sistema digestório é um longo tubo que se estende da boca ao ânus, responsável pela ingestão, digestão e absorção de nutrientes. A boca, composta por língua e dentes, inicia o processo de trituração. A faringe é uma zona de transição para a deglutição, enquanto o esôfago é o conduto muscular que leva o alimento ao estômago através de ondas peristálticas. A anatomia dessas estruturas inclui as glândulas salivares que auxiliam na lubrificação. Conhecer o trajeto esofágico é vital para procedimentos como a endoscopia digestiva alta e o manejo de pacientes com disfagia ou refluxo gastroesofágico.
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Aula 7.2: Estômago e intestinos: anatomia e topografia. O estômago é um reservatório expansível que secreta enzimas e ácido para o início da digestão proteica. O intestino delgado, compreendendo duodeno, jejuno e íleo, é o principal local de absorção de nutrientes, enquanto o intestino grosso, dividido em cólons e reto, é responsável pela absorção de água e formação das fezes. A topografia desses órgãos é descrita em nove regiões ou quatro quadrantes abdominais, essenciais para a palpação. A vascularização mesentérica, que nutre estas alças, é um ponto crítico em quadros de isquemia mesentérica, exigindo um diagnóstico anatômico preciso e rápido.
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Aula 7.3: Fígado, vesícula biliar e pâncreas. As glândulas anexas ao trato digestório, como o fígado, vesícula biliar e pâncreas, são essenciais para o processamento de nutrientes. O fígado, localizado no hipocôndrio direito, processa substâncias e produz bile, armazenada na vesícula biliar para auxiliar na digestão de gorduras. O pâncreas possui função exócrina e endócrina, sendo essencial para a regulação glicêmica. A anatomia dos ductos biliares e do ducto pancreático, que se unem na ampola hepatopancreática, é complexa e suscetível a obstruções por cálculos, levando a quadros graves de colecistite ou pancreatite, exigindo conhecimento anatômico cirúrgico detalhado.
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Aula 7.4: Peritônio e cavidade abdominal. O peritônio é uma membrana serosa que reveste a cavidade abdominal e recobre os órgãos, criando espaços como a bolsa omental. O conhecimento da organização peritoneal é fundamental para entender a disseminação de infecções, como peritonites, e o desenvolvimento de ascites. Estruturas podem ser intraperitoneais ou retroperitoneais, sendo que a localização dita o padrão de dor e a abordagem cirúrgica. A anatomia do mesentério, que ancora as alças intestinais, contém a vasculatura e os linfonodos, sendo um ponto crucial em cirurgias oncológicas de ressecção de tumores do trato digestivo.
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Aula 7.5: Anatomia radiológica do abdome. A anatomia radiológica do abdome é vasta, utilizando raios-X, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética para visualizar órgãos sólidos e ocos. O reconhecimento de ar livre na cavidade, indicativo de perfuração intestinal, é uma emergência detectável em exames simples de imagem. O estudo de vasos, ductos e lesões ocupacionais exige o uso de contraste. A interpretação correta dos achados radiológicos depende inteiramente da base anatômica do profissional. Sem o conhecimento da posição habitual e das variações dos órgãos abdominais, o diagnóstico por imagem torna-se impreciso, podendo levar a condutas erradas.