Introdução
Resultados iniciais de um estudo da Universidade de Brasília (UnB) apontam para a capacidade do ômega-3 DHA de induzir a morte das células de câncer de ovário. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Imunologia e Inflamação do Departamento de Biologia Celular (Limi/CEL/IB), ligado ao Instituto de Biologia da UnB.
Metodologia e Resultados
Nos primeiros testes, os pesquisadores identificaram que o Ômega-3 DHA pode induzir a piroptose, uma espécie de morte inflamatória e programada da célula de câncer. O diferencial, segundo os responsáveis pelo estudo, é que esse processo rompe a membrana celular e estimula o próprio sistema imunológico a atacar o tumor. Nos testes feitos em laboratório, a substância matou células cancerígenas e não causou grandes efeitos nas saudáveis.
Importância e Próximos Passos
🚨 IMPORTANTE: Os achados são iniciais, a partir de testes em laboratório, e a pesquisa ainda precisa passar por várias fases antes de uma conclusão “definitiva”. Nos próximos passos, os testes devem ser feitos em animais – e só se derem certo, poderão ser feitos também em humanos. Se os resultados forem confirmados, o ômega-3 DHA pode se tornar um aliado dos tratamentos atuais de referência, como a quimioterapia.
Potencial do Ômega-3 DHA
“A gente busca não substituir nenhum tratamento atual, de quimioterapia do câncer de ovário, mas sim apresentar possibilidades de moléculas adjuvantes”, explica a imunologista e coordenadora do laboratório, Kelly Grace. O ômega-3 DHA pode ser obtido na alimentação através do consumo de peixes de águas frias, como salmão, sardinha e atum, além de ser encontrado em óleos e sementes oleaginosas, ou mesmo na suplementação.
A Descoberta e o Futuro
A coordenadora do Limi, Kelly Grace, conta que a descoberta foi uma surpresa. O laboratório pesquisa como a alimentação pode impactar o desenvolvimento tumoral há dez anos – mas os resultados com ômega-3 DHA em relação ao câncer de ovário foram inesperados. “A gente ficou bastante satisfeito com o resultado, mostrando que um suplemento de fácil acesso da população pode ter um efeito antitumoral importante”, ressaltou ela.
Atualmente, a pesquisa está na fase pré-clínica, onde a molécula de Ômega-3 DHA é inserida em camundongos com células cancerígenas. O próximo passo é o estudo em seres humanos – mas Kelly Grace ressalta que precisam do investimento adequado para conseguirem avançar nas etapas da pesquisa. “Agora, a gente depende de um financiamento para fazer esse estudo clínico que seria exatamente tentar verificar essa taxa de proteção em mulheres fazendo a quimioterapia com e sem o uso do Omega-3 DHA”, explica.
Autor: Adlas Cursos Online
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